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Saúde Mental

Uso excessivo do celular, em qualquer lugar, pode afetar sono e saúde mental

Mais do que o local, o uso excessivo e passivo do celular ao longo do dia pode trazer impactos à saúde mental e à qualidade do sono.

Publicado em 26/12/2025 às 10:25
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Uso excessivo do celular, em qualquer lugar, pode afetar sono e saúde mental (Foto: Portal da Cidade)

Passar longos períodos no celular, seja na cama, no sofá, em uma cadeira ou em outros ambientes, tem se tornado um hábito cada vez mais comum entre pessoas de diferentes idades. O comportamento, muitas vezes associado nas redes sociais ao termo “bed rotting”, representa apenas uma parte de um problema mais amplo: o uso excessivo e automático das telas no dia a dia.

De acordo com especialistas em saúde mental, o impacto negativo não está no local onde a pessoa se encontra, mas no tempo prolongado de exposição ao celular, geralmente acompanhado de pouca movimentação, excesso de estímulos e consumo contínuo de conteúdos rápidos. Esse padrão pode contribuir para cansaço mental, dificuldade de concentração, alterações no humor e sensação constante de esgotamento.


O uso prolongado do celular não tem idade. Pessoas de todas as idades devem ficar atentas a esse comportamento e aos impactos no bem-estar.

Outro ponto de atenção é a influência direta no sono. O uso frequente do celular, especialmente nos momentos de descanso ou à noite, interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono, prejudicando o descanso e refletindo no bem-estar ao longo do dia seguinte.

Especialistas reforçam que descansar não significa apenas parar, mas sim recuperar energia de forma consciente, com pausas reais, sono de qualidade, atividades leves e redução do tempo de tela. Pequenas mudanças na rotina, como estabelecer horários sem celular ou priorizar momentos de descanso longe das telas, já podem trazer benefícios.

Em cidades mais tranquilas como Porangaba, onde a rotina permite mais contato com a natureza, áreas abertas e um ritmo de vida menos acelerado, esse cuidado se torna ainda mais possível. Caminhar ao ar livre, aproveitar espaços abertos e observar o entorno são alternativas simples que ajudam a reduzir o tempo de tela e contribuem para o equilíbrio emocional.

Com a proximidade do Ano Novo, período tradicional de reflexões e recomeços, a orientação é observar os próprios hábitos. Caso a pessoa perceba comportamentos semelhantes, como passar muitas horas no celular de forma automática, vale fazer um esforço gradual para mudar, aproveitando o ritmo mais calmo da cidade para buscar mais bem-estar no dia a dia.

Pequenas atitudes podem contribuir para um início de ano com mais disposição, foco e qualidade de vida.

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